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Guia para o mundo do vinil: Parte 1

Modelos de marcas como Crosley são bonitos e baratos, mas podem não ser assim tão bons assim. Saiba o porquê.

Guia para o mundo do vinil: Parte 1

13 de abr de 2017

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Ainda que mercado musical esteja concentrado nos meios digitais, com plataformas de streaming como Spotify e Apple Music dominando a preferência dos consumidores, muitos estão se rendendo ao charme do vinil, que retornou com força total nos últimos anos. No Brasil, muitos consumidores também entraram nesta onda e outros ainda pretendem começar. É aí que começam as dúvidas.

Uma das maneiras mais fácil de entrar no mundo do vinil são os famosos toca-discos portáteis. Marcas como Crosley chamaram a atenção do público com designs e preços atraentes, especialmente em comparação com o valor elevado de montar um equipamento dedicado para tocar LPs. Mas será que vale a pena?

Bem, caso você seja um usuário casual e não está assim tão interessado em tirar proveito da qualidade superior de áudio que um disco de vinil pode alcançar, esses toca-discos portáteis até podem cumprir seu papel. Modelos como a Crosley Cruiser podem ser encontrado na casa dos R$ 500. O modelo é imbatível em sua praticidade: basta ligá-lo na tomada para sair tocando discos, já que vem com alto-falantes embutidos no conjunto. Eles não são dos mais potentes e o som também não pode ser considerado de alta fidelidade.

vinil

Um dos problemas em adquirir estes aparelhos mais baratos se esconde em seu uso prolongado. Fabricados com materiais de qualidade inferior, componentes como o sistema de correia que gira o prato onde fica o LP ou o braço que sustenta a cápsula e a agulha não são duráveis e confiáveis como o de um toca-discos mais caro. Até mesmo toca-discos antigos podem ter componentes de melhor qualidade. Enquanto que aparelhos melhores contam com braços e contrapesos em metal e cápsulas magnéticas para a agulha, aparelhos da Crosley usam materiais como plástico no braço e cápsula de cerâmica para a agulha.

O que isso quer dizer? Bem, uma cápsula de cerâmica é pesada, o que faz a agulha exercer uma alta pressão sobre os sulcos de um disco de vinil. Braços de plástico muitas vezes não contam com o contrapeso necessário para regular esta pressão. Com isso, os sulcos dos LPs podem ser deteriorados permanentemente. Lembre-se: o vinil é um meio analógico, em que o áudio é gerado por meio do atrito da agulha ao percorrer sulcos na superfície do disco. Caso estas faixas de áudio sejam danificadas, o que uma agulha de qualidade inferior é capaz de fazer, as audições subsequentes de um mesmo disco poderão ser prejudicadas.

Portanto, caso você queira entrar de cabeça no universo dos discos de vinil, uma escolha é importante: caso você deseje aproveitar a qualidade de som e sua durabilidade, tanto nos aparelhos quanto nos LPs, a opção mais barata nem sempre pode ser a melhor.