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Razr Fold vs Galaxy Z Fold7: qual é o melhor dobrável horizontal?

Razr Fold vs Galaxy Z Fold7 frente a frente: comparamos design, câmera, bateria e desempenho para te ajudar a decidir qual dobrável vale o investimento.

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Bruno Braga

25 de mai de 2026

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    O mercado de dobráveis finalmente ficou interessante de verdade. Por anos, a Samsung dominou essa categoria com folga no Brasil, ainda que não por falta de concorrentes, mas pela ausência de um adversário que realmente chegasse perto. A Motorola vem batendo de frente desde o ano passado com o Razr Ultra se destacando entre os dobrável flips, e agora, o Razr Fold chega pra dar uma chacoalhada nesse cenário. Com uma ficha técnica agressiva, câmeras triplas e bateria que deixa o dobrável vertical sul-coreano parecendo econômico demais, a Motorola entrou na briga com tudo trazendo o embate Razr Fold vs Galaxy Z Fold7.

    Mas câmera e bateria não são os únicos critérios. Desempenho, software, acabamento e, claro, preço compõem a decisão de quem vai desembolsar valores de flagship premium. Comparamos os dois aparelhos com foco no que realmente importa no uso cotidiano.

    Razr Fold vs Galaxy Z Fold7: Ficha técnica

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    TelaLTPO AMOLED; 8.1’’; Full HD+; 120HzDynamic AMOLED 2X; 8.0’’; Full HD+; 120Hz
    Tela secundáriaOLED; 6.6’’; Full HD+; 120HzDynamic AMOLED 2X, 6.5’; Full HD, 120Hz 
    ProcessadorSnapdragon 8 Gen5Snapdragon 8 Elite
    Memória RAM16GBaté 16GB
    Armazenamentoaté 1TBaté 1TB
    Câmeras traseiras50 MP (wide), 50 MP (ultrawide), 50 MP (telefoto)200 MP (wide), 12 MP (ultrawide), 10 MP (telefoto)
    Câmera frontal32 MP10 MP, 10 MP 
    Bateria6.000 mAh4.400 mAh
    Dimensões e peso160.1 x 73.6 x 10.1 mm – 249g158.4 x 72.8 x 8.9 mm – 215g 
    Imagem exemplificando o trecho de texto anterior

    Design e conectividade

    Imagem exemplificando o trecho de texto anterior

    O Galaxy Z Fold7 segue a evolução discreta que a Samsung tem adotado nas últimas gerações: mais fino, mais leve e com construção que transmite a sensação de objeto premium desde o primeiro toque. Com 8,9 mm de espessura e 215g, ele é o mais compacto dos dois, o que impacta quando você precisa usá-lo como smartphone convencional no bolso da calça ou em uma reunião rápida.

    O Razr Fold joga em outra direção. Os 10,1 mm e 249g são números perceptíveis, especialmente para quem está acostumado com flagships mais leves. Mas o projeto da Motorola tem seus méritos: o acabamento segura bem e o encaixe da dobradiça passou a transmitir mais confiança nas gerações recentes, uma crítica histórica à marca que a empresa claramente se empenhou em resolver. Nos dois casos, conectividade Wi-Fi 7 e 5G estão presentes, sem desvantagem técnica relevante de nenhum dos lados.

    Resultado: Empate

    Tela e som

    Abertos, os dois entregam experiências próximas. O Razr Fold traz uma tela interna de 8.1 polegadas em LTPO AMOLED com Full HD+ e 120Hz, enquanto o Z Fold7 usa 8.0 polegadas em Dynamic AMOLED 2X com a mesma resolução e taxa de atualização. Na prática, quem usa o aparelho para assistir séries no sofá, editar uma apresentação ou acompanhar planilhas com múltiplas colunas vai notar a levíssima vantagem de tamanho do Razr, mas é diferença de milímetros, não de categoria.

    A tela externa do Razr Fold (6.6″) também leva vantagem sobre a do Z Fold7 (6.5″), e aqui o impacto no dia a dia é mais real do que parece: uma tela maior na parte de fora significa menos necessidade de abrir o aparelho para responder uma mensagem, consultar uma notificação ou usar um app rápido. No quesito som, os dois apostam em estéreo com Dolby Atmos, sem diferença expressiva entre eles para o uso casual.

    Resultado: Empate

    Desempenho

    Imagem exemplificando o trecho de texto anterior

    Aqui os aparelhos tomam caminhos diferentes. O Z Fold7 roda o Snapdragon 8 Elite, o chipset topo de linha da Qualcomm no momento do lançamento, processador que segue competindo diretamente com os melhores do mercado em benchmarks de CPU e eficiência energética. É o tipo de escolha que garante que o aparelho vai envelhecer bem nos próximos anos.

    O Razr Fold vem com Snapdragon 8 Gen5, versão sucessora ainda mais recente. Em jogos pesados como Genshin Impact ou Call of Duty Mobile na configuração máxima, os dois não se diferenciam de forma perceptível para o usuário comum já que ambos entregam experiências fluidas sem travamento ou queda brusca de frames. A diferença começa a aparecer em cargas de trabalho mais intensas, como exportação de vídeo 4K diretamente no celular ou uso de IA generativa embarcada. Nesses cenários, o 8 Gen5 tem vantagem numérica, mas o dia a dia de um usuário típico dificilmente vai explorar esse limite.

    Ambos chegam com até 16 GB de RAM e até 1TB de armazenamento. Não há restrição de capacidade para nenhum perfil de uso.

    Resultado: Razr Fold

    Câmeras

    Este é o campo onde o Razr Fold mais surpreende e onde o Z Fold7 decepciona um pouco pela escolha de posicionamento observando no cenário atual. A Motorola equipou o aparelho com câmera tripla de 50 MP em todas as lentes: wide, ultrawide e telefoto. É uma proposta coerente: sem câmera “fraca” no sistema, o usuário tem qualidade similar independente do zoom ou do ângulo usado. No cotidiano, isso aparece na hora de fotografar um evento à noite (a ultrawide não perde tanto terreno) ou em viagens, quando o telefoto de 50 MP entrega zoom óptico com nitidez real.

    A Samsung apostou em um caminho diferente: sensor principal de 200 MP com ultrawide de 12 MP e telefoto de 10 MP. A câmera principal é impressionante, especialmente à luz do dia, onde o nível de detalhe é difícil de bater. Mas a discrepância entre o sensor principal e os outros dois é grande o suficiente para que o usuário perceba a queda de qualidade ao mudar de modo. O telefoto de 10 MP, em especial, parece subaproveitado em um aparelho nessa faixa de preço. Por mais que quantidade de MP por si só não sejam prova de superioridade, o conjunto robusto nesse caso faz a diferença. 

    Na câmera frontal, o Z Fold7 oferece duas câmeras de 10 MP (uma interna e uma externa), enquanto o Razr Fold traz uma frontal de 32 MP. Para quem usa videochamada com frequência ou valoriza selfies de qualidade, a vantagem da Motorola é concreta.

    Resultado: Razr Fold

    Bateria e carregamento

    Nenhum ponto do comparativo evidencia mais a diferença de filosofia entre as duas marcas do que a bateria. O Razr Fold chega com 6.000 mAh — um número que, até pouco tempo atrás, era exclusividade de intermediários com foco em autonomia, não de dobráveis premium. O resultado prático é um aparelho que atravessa dois dias de uso moderado sem precisar do carregador, algo raro nessa categoria.

    O Z Fold7 traz 4.400 mAh. É uma bateria razoável para um smartphone convencional, mas em um dispositivo com duas telas que consomem energia simultaneamente, o número pede atenção. Outro diferencial relevante está no carregamento, com o modelo da Motorola mostrando uma ampla superioridade com suporte a 80W, enquanto o da Samsung vai apenas até 25W. Logo, vitória de lavada do Razr nessa categoria. 

    Resultado: Razr Fold

    Preço

    Imagem exemplificando o trecho de texto anterior

    Pra dar uma equilibrada nas coisas, aqui temos o caso clássico de aparelho novo vs aparelho do ano passado, onde o novo sempre vai perder por ser mais recente e, consequentemente, mais caro. O Z Fold7 é encontrado atualmente na faixa dos 9 mil reais, enquanto o Razr eleva até a casa dos 16 mil reais. Smartphones dobráveis na horizontal costumam ser alguns dos modelos mais caros do mercado, e os dois principais representantes evidenciam isso. 

    Resultado: Galaxy Z Fold7

    Veredito: Razr Fold vs Galaxy Z Fold7

    O Galaxy Z Fold7 continua sendo um aparelho excelente, fino, leve, com o melhor software para dobráveis do mercado e a confiabilidade de quem construiu essa categoria. Quem já está no ecossistema Samsung e prioriza integração com Galaxy Watch, Galaxy Buds e DeX vai continuar satisfeito.

    Imagem exemplificando o trecho de texto anterior

    Mas o Razr Fold é a novidade mais relevante dos dobráveis em 2026. Câmera tripla equilibrada, bateria de 6.000 mAh e tela externa maior fazem dele uma proposta mais completa para o uso diário, especialmente para quem não quer depender do carregador no fim da tarde.

    E o que esse comparativo deixa claro vai além das especificações: a Motorola vem evoluindo de forma consistente nos últimos anos, atacando justamente os pontos que mais renderam críticas à marca, durabilidade da dobradiça, sistema de câmera e suporte a atualizações, que nesse caso a marca promete até 7 anos. A empresa não só chegou perto da Samsung nessa categoria como, em vários aspectos práticos, já passou. 

    Imagem exemplificando o trecho de texto anterior

    Com a trajetória que vem apresentando, a Motorola tem tudo para se tornar a principal referência em dobráveis no Brasil, e o Razr Fold é o argumento mais forte que ela já teve para sustentar essa posição. Entretanto, seu custo-benefício ainda está longe do ideal e é por conta disso que o Fold7 ainda se mantém relevante e não sai como um perdedor nessa disputa. 


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