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AMD volta ao jogo com processadores da família Ryzen

Há uma década sem ter processadores de alto desempenho competitivos, a AMD finalmente acertou a mão com a família Ryzen. Confira preços e posicionamento dos primeiros modelos.

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Competição, no mercado, costuma significar preços mais atraentes e inovação em ritmo mais acelerado. Quando há apenas uma empresa dando as cartas, as chances desse segmento estagnar são grandes — afinal, não há incentivos para evoluir. Os processadores de PCs estavam nessa situação, com apenas a Intel fabricando chips competitivos. Agora, tudo pode estar prestes a mudar e graças a uma velha conhecida.

A AMD está lançado a linha de processadores Ryzen, baseados na arquitetura Zen. De cara, são três modelos de alto desempenho: Ryzen 7 1800X, Rayzen 7 1700X e Rayzen 7 1700, com preços que vão de US$ 499 até US$ 299, valores que chegam a ser metade do que a Intel cobra em processadores similares.

Essa família tem sido muito aguardada devido aos testes preliminares apresentados pela AMD e, junto deles, à promessa de entregar um custo por ciclo de processamento muito interessante. Em suma, espera-se que os chips Ryzen recoloquem a AMD como opção àqueles que procuram computadores de alto desempenho para jogos, aplicações de realidade virtual, edição gráfica e outras tarefas intensivas.

AMD Ryzen

Uma disputa entre AMD e Intel já aconteceu no passado. Na época dos Athlon, no começo dos anos 2000, a AMD foi uma pedra no sapato da Intel graças a uma abordagem mais moderna no desenho dos seus produtos. Enquanto os engenheiros de Santa Clara (da Intel) apostavam em força bruta, com processadores ineficientes que gastavam muita energia, a AMD adotava estratégias mais inteligentes como usar dois núcleos e implementar instruções x86-64, que trouxeram a computação de 64 bits aos lares de pessoas comuns — e que, mais tarde, foram adotadas pela Intel também.

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Porém, nesse intervalo, a AMD perdeu a mão e sofreu com lançamentos decepcionantes e a desconfiança crescente dos entusiastas. Hoje, seus chips são vistos como opção apenas no segmento de entrada, com processadores muito baratos e que não entregam um desempenho satisfatório — e, por isso, não são nada lucrativos. A linha Ryzen pode virar o jogo e as circunstâncias são favoráveis: além dos testes preliminares da própria AMD com resultados bastante animadores, fabricantes parceiras já têm prontas para a venda placas-mãe compatíveis com o novo chip.

Competição com a Intel

Em números brutos, os chips Ryzen 7, todos eles com oito núcleos e 16 threads, são 52% mais rápidos que os chips imediatamente anteriores da AMD, feitos com a arquitetura Excavator. Comparado à concorrência, a empresa diz que o Ryzen 7 1800X chega a ser 10% mais rápido que o Core i7 6900K, tem um TDP (dissipação de calor) de 90W contra 140W do rival e, importante, custa US$ 500 a menos.

Custo-benefício, aliás, é uma aposta da AMD. Nos Estados Unidos, os preços são os seguinte:

  • Ryzen 7 1800X: US$ 499
  • Ryzen 7 1700X: US$ 399
  • Ryzen 7 1700: US$ 299

 

AMD Ryzen 7

Por aqui, a Kabum já colocou os chips em pré-venda, com previsão de envio a partir de 20 de março. Os preços não são tão convidativos quanto no hemisfério norte, mas ainda assim são mais em conta que os praticados pela Intel. No caso dos topos de linha, o Ryzen 7 1800X custa menos da metade (!) que o Core i7 6900K. Confira os valores:

  • Ryzen 7 1800X: R$ 2.576
  • Ryzen 7 1700X: R$ 1.999
  • Ryzen 7 1700: R$ 1.646

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Nos próximos meses, a família crescerá com a chegada dos chips Ryzen 5 e Ryzen 3, equivalentes aos Core i5 e Core i3 da Intel. Obviamente, eles terão preços e custo-benefício mais atraentes. É bom voltar a ter alternativas na hora de montar um PC!

Com informações: Ars Technica e Tecnoblog.

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