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Falando sobre as alianças: origem, porquê usar, simbolização
Falando sobre as alianças: origem, porquê usar, simbolização
Sobre as alianças: A aliança matrimonial é um gesto, firmado pelo casal, de cumplicidade, fidelidade e união. O Direito Canônico define o matrimônio como “a aliança matrimonial, pela qual o homem e a mulher constituem entre si uma íntima comunhão de vida toda (consortium totius vitae), que é ordenada por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole, elevada, nos batizados, a sacramento” (cf. Cân. 1055 § 1). Podemos afirmar que o matrimônio é “sacramento de aliança”, é a explicitação da aliança entre homem e mulher e do casal com Deus. Grande é o desejo cristão para que se viva bem este sacramento que Paulo fez uma perfeita analogia: “E vós, maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela” (cf. Ef 5,25). No livro do Gênesis (1,26), lemos que Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança. O versículo 27 ressalta que “homem e mulher” o criou. Em Gn 2,18, acrescenta-se que “não é bom que o homem esteja só”, criou Deus a mulher reconhecida por Adão, ao dizer: “Esta sim é osso dos meus ossos e carne da minha carne!”. Em Gn 2,24, Deus une o casal: “O homem deixará pai e mãe e se unirá a sua mulher e se tornarão uma só carne”. Existe, na criação, uma conexão entre Deus e o ser humano, homem e mulher. Por que usar alianças? Uma das práticas mais utilizadas e sacramentadas em casamentos, por todas as culturas, é o uso de alianças de casamento, mas poucas pessoas entendem seu significado. Para entender o significado da aliança no matrimônio, é importante saber, primeiro, o sentido da aliança nas Escrituras, ou seja, a aliança de Deus com o povo. Aliança é a categoria mais fundamental de todo o Antigo Testamento, é seu conceito chave: Israel tem a consciência de uma aliança sempre renovada. Está na raiz da consciência de Israel, como povo escolhido, que Deus fez uma aliança com Seu povo. As Escrituras indicam o casamento como uma aliança: “sendo ela (a esposa) a tua companheira e a esposa de tua aliança” (Malaquias 2,14). “Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu” (Mateus 19,6). O matrimônio sacramental, além da aliança entre duas pessoas, esta se dá também na aliança com Deus. A aliança no matrimônio é sinal de promessa um ao outro de amar, honrar, cuidar, respeitar etc; na alegria e na tristeza, na saúde e na doença até que a morte os separe. A aliança do casamento é selada com o juramento feito um ao outro. Aliança é símbolo da união A comunidade conjugal, dom da criação recebida do Deus da Aliança, é sinal da aliança de Deus com os homens. “Os maridos devem amar suas mulheres como a seu próprio corpo, como Cristo faz com a sua Igreja” (Ef 5,28-29), revela o matrimônio como sacramento da aliança e que nos lembra, por sua vez, a fidelidade e a verdade que nos vêm de Deus e às quais somos convidados a corresponder. O matrimônio é uma entrega total, duradoura e fiel. Essa entrega como dom só é verdadeira se for total e sem reservas, e supõe a força de uma decisão e da vontade de se engajar por toda a vida. Esse dom primordial aponta para uma graça que é anterior e que funda o próprio amor, renovando-o e realimentando-o continuamente. É a graça sacramental do matrimônio. Nos números 47-52 da constituição pastoral Gaudium et Spes do Vaticano II, dedicado ao matrimônio e à família, fala do matrimônio em chave de aliança. O matrimônio é o sinal sacramental vivo da aliança de amor que Deus fez com a humanidade em Cristo Jesus, e que se exprime, realiza e atualiza de maneira permanente à união inefável, o amor fidelíssimo e a entrega irrevogável de Jesus Cristo, o Esposo, à sua Esposa Igreja, no compromisso de amor de seus membros batizados. O que simboliza o fato de o casal colocar a aliança um no outro? Na cerimônia do casamento, a união das mãos, gesto antigo, expressa a mútua posse dos cônjuges. As entregas das alianças é sinal da fidelidade e do compromisso e da aliança entre os noivos. Conforme o Catecismo da Igreja Católica no número 1662: “O matrimônio se baseia no consentimento dos contraentes, isto é, na vontade de doar-se mútua e definitivamente para viver uma aliança de amor fiel e fecundo”. O matrimônio cristão, portanto, tem três características: indissolubilidade, fidelidade e fecundidade; e a aliança que o casal carrega em seus dedos é sinal desse compromisso assumido um com o outro e com Deus diante da Igreja. A aliança que o noivo coloca no dedo da noiva e vice-versa demonstra uma responsabilidade ilimitada, portanto, significa forte compromisso e lealdade até a morte. Nesse momento, a prioridade passa a ser a vida compartilhada. A aliança expressa o compromisso mútuo, é sinal do amor e da fidelidade: “(N) receba essa aliança em sinal do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém”. O fato de usar a aliança no dedo anular da mão esquerda para o casamento tem várias explicações. No Antigo Egito, por exemplo, era uma prática comum que o homem desse à mulher que desposaria um anel (aliança que tem origem do francês), para que ela usasse no anular da mão esquerda; dedo que os antigos egípcios acreditavam ter uma veia que possuía a ligação mais direta com o coração, que, desde o início dos tempos, sempre foi tido como o centro de todos os sentimentos humanos. O uso, que se inicia com os egípcios, foi mantida pelos gregos, assumida pelos romanos e, então, assimilada pela Igreja Católica, vindo, portanto, de uma mistura de culturas; embora os ideais mais predominantes, hoje em dia, em torno desse objeto, sejam católicos. A aliança passa a ideia de algo infinito por se tratar de um círculo, algo que jamais termina, simbolizando a promessa de “para sempre” com seu uso, completando o ensinamento da Igreja Católica de casamentos que não se acabam, até que a morte separe o casal. No momento da cerimônia, a aliança representa não apenas o compromisso assumido pelos noivos um com o outro, mas também com Deus: o casal jura fidelidade, amor, apoio, honra, cuidado, respeito sob toda e qualquer circunstância ou adversidade mutuamente. A aliança usada pelo casal torna-se o símbolo de tudo o que prometeram, uma lembrança concreta da promessa, que vai além dos contratos assinados perante a lei dos homens. A aliança entre Deus e duas pessoas que se unem pelos laços do matrimônio vai muito mais além de um simples contrato de casamento ou regime de comunhão de bens; o casal assume diante de Deus e dos homens a confissão de amor eterno.
Fernanda Lopes
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Fernanda Lopes
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Conheça as principais famílias olfativas dos perfumes
Conheça as principais famílias olfativas dos perfumes
E aí pessoal, como estão? Depois de trazer algumas curiosidades sobre perfume e fazer uma contextualização geral, hoje gostaria de comentar sobre as famílias olfativas. O perfume, por si só, é definido como “composição odorífera ou preparado aromático”. Mas o classificamos por notas separadamente, sendo elas as notas de cabeça ou topo; notas de corpo ou coração; e notas de fundo ou base. E dependendo do que o perfume realçar, dizemos que ele pertence a uma família olfativa. A classificação se deriva da origem do perfume. Se viesse de flores, era floral; se era composto de óleos a partir de árvores, era “verde”; amadeirado se era proveniente de raízes e cascas (cedro, sândalo); e animal se continha óleos de origem animal (almíscar, algália, castor). Hoje em dia, há umas 9 famílias olfativas principais e suas derivações, dependendo da referência. Abordarei em torno de 11 famílias olfativas, sendo as seguintes notas: AMADEIRADAS: São tanto produzidas naturalmente (destilação e maceração) quanto sinteticamente em laboratórios por causa da sustentabilidade. Na mão de um bom perfumista, são bastante versáteis, pois podem ser intensas, “cremosas” ou únicas (como agarwood). Patchouli e Vetiver são, na verdade, herbais, porém figuram este grupo porque seus cheiros são amadeirados. Os musgos também são exceção, pois são parasitas de árvores. São essências formadas de: abeto, agarwood (oud), alder, alfarrobeira, amaranto, amendoeira, amyris, araucária, argania, áspen, bálsamo, bambu, baobás, belambra, bordo, buddha wood, buxo, cabreuva, carvalho, cássia, cedro, chloroxylon, cipreste, damiana, ébano, eucalipto, fágus, falsa érica, ficus, figueira, guaiac, jacarandá, lariço, liquen, macieira, malaleuca, mesquite, mogno, musgo de carvalho, nargamota, neem, nootka, ocotea quixos, oliveira, palo santo, papiro, patchouli, pau-brasil, pau-rosa, peumo, picea, pinheiro, pua-lulu, ravenala, ravensara, sândalo, salgueiro, sequóia, taiga, takamaka, túia, teca, tsuga, vetiver, vidoeiro, xanthorrhoea e muitas outras. BEBIDAS: São fragrâncias que remetem a famosas bebidas e drinks. Como curiosidade, a nota de coca-cola é criada a partir de sumo de lima, extrato de baunilha, canela, neroli, laranja, coentro e noz-moscada, proeminentemente. Algumas plantas produzem cheiro parecido com vinho (rosas) e gin (bagas do zimbro). Normalmente são misturadas a notas florais, frutadas ou gourmand para seduzir o olfato e paladar. Absinto, água tônica, amaretto, bayleys, brandy, caipirinha, campari, capuccino, chá, champagne, chinotto, coca-cola, conhaque, cosmopolitan cocktail, curaçau, cerveja, daiquiri, gin, granadine, limonada, limoncello, mai tai cocktail, margarita, martini, mojito, piña colada, poncha, rum, saquê, sangria, tequila, vermute, vinho, vodka, whisky/whiskey. CÍTRICAS: É uma sub-família dos frutais, mas se tornou tão notória que virou umas das principais famílias olfativas. Geralmente as essências são obtidas por meio da pressão a frio para preservar seu frescor. São notas refrescantes, efervescentes, costumam trazer prazer ao olfato, “limpam a mente” e provocam uma sensação de alegria, elegância e limpeza. Formados por frutas cítricas ou matérias que possuem aromas cítricos, sendo elas: bergamota, calamansi, chinotto, cidra, citronela, clementina, fortunella, hassaku, laranja, limão, lúcia-lima, néroli, pomela, tangerina, toranja e yuzu. ESPECIADAS: É uma categoria conhecida porque muitas dessas especiarias são utilizadas na culinária. São consideradas quentes e curtas (intensas por um período), como a canela, e frias e longo prazo (dá uma sensação de resfriamento) como o cardamomo. São as especiarias: açafrão, alcaçuz, alcarávia, anis, árvore-do-caril, assa-fétida, baunilha, café, canela, cardamomo, cinnamon, chutney, coentro, cravos, cumin, curcuma, endro, erva-doce, fava tonka, feno grego, flor de gengibre, gergelim, louro, mostarda, nigella, noz-moscada, pimentas, priprioca, semente de cacau, sumac, tamarindo, toscanol e wasabi. FRUTAIS (ou frutadas): Bem notórias ultimamente, costumam ser refrescantes e ter um “aroma suculento”. São formadas por: abacaxi, abóbora, açaí, acerola, ameixa, amêndoa, amendoim, amora, argan, avelã, azeitona, banana, beterraba, caimito, caqui, carambola, caju, cassis, castanha, cenoura, chirimoia, chuchu (rs), côco, cupuaçu, damasco, figo, framboesa, garcínia, goiaba, gogi, graviola, groselha, guaraná, jabuticaba, jaca, kiwi, lichia, longan, maçã, macadâmia, malte, mamão, manga, melancia, melão, mirtilo, morango, nectarina, nozes, passas, passiflora, pecan, pepino, pêra, pêssego, pistache, pitaia, pitanga, romã, ruibarbo, soja, tayberry, tomate, uva, yamamomo. FLORAIS: São notas ricas, muitas vezes naturais, e algumas remetem a banana (Ylang-ylang), vinho (rosas frescas), cânfora (tuberosas). Algumas flores são bem difíceis de se extrair uma essência, sendo necessário a sintetização em laboratório e outras requerem tantas flores que tornam a produção pequena e ficam restritos a perfumes de nicho e artesanais. Costumam apresentar um toque romântico e influenciam nas emoções, visto que fazem parte da aromaterapia. Entre elas, temos: acácia, açafrão, acerola, beladona, bico-de-papagaio, bromélia, calêndula, camélia, camomila, cicuta, cinco-chagas, cravo, dente-de-leão, erva de São João, flor de algodão, flor de café, flor de tabaco, frésia, gardênia, gerânio, giesta, girassol, heliotrópio, hibisco, hortência, íris, jacarandá, jacinto, jasmim, junquilho, Inmmortelle, lavanda, lírios, lótus, magnólia, margarida, mimosa, narciso, orquídeas, osmanthus, papoula, peônia, petúnia, rosas, sabugueiro, tuberosa, tulipa, violetas, vitória-régia, Ylang Ylang e mais uma infinidade, coloquei as mais conhecidas. GOURMAND: Está muito em voga atualmente, é uma construção dos aromas da indústria alimentícia, especialmente os doces e sobremesas, e justamente por isso costumam produzir fragrâncias doces. São notas cujo cheiro dá vontade de comer, rs. Também são conhecidas por produzirem emoções de diversão. Algumas das notas são: açúcar mascavo, agave, algodão-doce, biscuit, brioche, cana, canela, caramelo, chantilly, chocolate, cookie, creme, cupcake, doce de leite, gianduia, halva, horchata, marmelada, marshmallow, marzipan, mel, merengue, manteiga, panacota, pipoca, profiterole, tâmara, tiramisu e torrone. HERBAIS (plantas, ervas e fougeres): Como curiosidade, notas de violeta são produzidas a partir de uma mistura de notas verdes. Nesse grupo também está incluído uma nova tendência: notas de chá. É composta pelas notas de: abacate, absinto, açoro, agave, alecrim, alga, angélica, arnica, artemísia, babosa, cáctus, caniço, cannabis, capim (gálbano), erva-doce, estragão, fêno, ginkgo, ginseng, grama, henna, hera, hortelã, junípero, manjerona, manjericão, mate, palmeira, pimenta verde, salsão, sálvia, samambaia, tomilho, trigo, urtiga e mais uma infinidade, coloquei as mais conhecidas. NOTAS ANIMÁLICAS: Aos protetores de animais e veganos, não se preocupem, hoje em dia a maioria das notas costumam ser sintetizadas em laboratórios. O âmbar é uma secreção expelida naturalmente pelas baleias cachalotes e se concentram na superfície do oceano. É bastante utilizado na perfumaria e não promove qualquer prejuízo a natureza e aos animais, porém é relativamente raro, então também é produzido em laboratório. São notas animálicas: almíscar, âmbar, ambreta, aspic, bacon, camurça, castóreo, caviar, cera de abelha, cetalox, civeta, conchas, couro, daim, geenet, hyracoidea, kephalis, leite e pele. RESINAS E BÁLSAMOS: Costumam ser base dos perfumes chamados orientais, pois são suaves e envolventes. Fixam florais. Tem algumas notas bastantes originais como o incenso, que promovem muita projeção. Combinam bastante com as notas amadeiradas. São as notas de: alcatrão de hulha, amberwood, bálsamo, benjoim, birch tar, breu-branco, bushman candle, copaíba, copal, incenso, ládano, lentisco, mirra, mopane, myrica, olíbanoindiano, opoponax, resina de elemi, styrax e vinagre balsâmico. SINTÉTICAS: Neste grupo está incluído muito das notas animálicas, aldeídos, alumínio, areia, argila, asfalto, cânfora, cola, CO2, cumarina, eugenol, fumaça, gasolina, gelo, grafite, ferro quente, jeans, lava, óleo de motor, papel, peixe, plástico, sal, talco, tecido, vinil e outras notas estranhas e compostos químicos. OUTRAS DERIVAÇÕES: - Adocicadas ou orientais: notas orientais, âmbar, baunilha - Aquáticas: notas marinhas, algas - Aromáticos ou fougère: mistura de cítricos, especiados, ervas (alecrim, sálvia e tomilho) e lavanda - Chipre: une aroma cítrico ao de musco ou amadeirados - Couro: fumaça, madeira queimada, cedro, tabaco - Fern: aromas terrosos - Frescos: notas cítricas com notas naturais - Orientais: ervas, especiarias (baunilha, cistus), aldeídos, resinas, madeiras e âmbar - Ozônicos: são gelados, metálicos, representam a limpeza do ar Fonte: Fragrantica RESUMOComo há bastantes detalhes e nem todo mundo quer ler ou têm tempo para tudo, nessa parte eu tento resumir de forma prática e mais objetiva alguns pontos.A família amadeirada utiliza cascas de árvores como o carvalho e cedro. A cítrica tem como principais expoentes o limão e a laranja.  A especiada canela, cravo, noz-moscada e pimenta. O Jasmim e a Rosa são as flores mais utilizadas na família floral. A Gourmand está em tendência atualmente e, com elementos sintetizados, tenta reproduzir aromas da indústria alimentícia. A Herbal utiliza bastante capim, grama e hortelã. A proveniente de animais usa muito almíscar, âmbar e couro. A sintética substitui notas amadeiradas e herbais, também faz parte das famílias bebidas e gourmand. A oriental tem especiarias como a baunilha, canela, pimenta e ervas. Uma derivação comum é a Frougère, também chamada de aromática, constituída por especiarias, lavanda, patchouli e ervas como alecrim, sálvia e tomilho. Mais uma derivação, a família Chipre, é composta por musgo de carvalho, madeiras nobres e tangerina. Por fim, a família couro se utiliza de essências sintéticas como fumaça e cedro, tabaco. É isso, espero que tenham gostado. Qualquer coisa comentem aí embaixo :D
Mickael Fernandes
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