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Parcelamento sem juros nos cartões pode acabar

Proposta enviada ao Banco Central divide setor de cartões de crédito e pode prejudicar consumidores

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O Banco Central anunciou uma nova proposta para a criação de um parcelamento com juros no cartão de crédito, visando reduzir o peso do crédito parcelado nas entidades e diminuir o prazo de pagamento para os lojistas que aceitam os pagamentos parcelados.

A proposta foi feita pela Abecs (Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Créditos e Serviços) e tem divido as entidades do setor. Segundo o portal Uol, as compras sem juros representam hoje aproximadamente R$ 400 bilhões, equivalente a 7% do PIB do país.

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O novo sistema funcionaria com base em um limite escolhido pelo banco para quanto o consumidor poderia utilizar em suas compras. Isso significa que se a proposta for aceita o número de parcelas não será mais escolhido pelo lojista, mas pelos bancos, que teriam cinco dias para transferir o valor de volta à loja e assumiriam o risco de inadimplência do consumidor. A discussão, no entanto, ainda está na fase inicial e os pontos da proposta ainda podem ser alterados. Também não foi decidido o que acontecerá em casos de passagens aéreas ou eletrônicos mais caros.

Do lado contrário à proposta se destacam as entidades Entidades como Abranet (Associação Brasileira de Internet), Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), Abipag (Associação Brasileira de Instituições de Pagamentos), Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) e Unecs (União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços), que acreditam que a iniciativa pode trazer prejuízos ao comércio e aos consumidores.

Para Eduardo Parajo, presidente da Abranet, o parcelamento sem juros foi uma conquista do consumidor e a nova proposta pode causar endividamentos para os clientes. Ao Uol, o presidente disse que “o parcelamento sem juros no cartão é muito importante para o consumidor, para os lojistas e para a economia. Vendas parceladas sem juros representam mais de 50% das vendas com cartão, totalizando R$ 400 bilhões (7% do PIB). Quando substituiu o cheque pré-datado, décadas atrás, diminuiu os custos para consumidores, lojistas e aumentou a eficiência do sistema”.

Empresas menores também reagiram contra a proposta da Abecs, que defende a posição de bancos que possuem 78% de participação do mercado de maquininhas e 93% do mercado de emissão de cartões, segundo dados do CardMonitor e balanços financeiros dos bancos.

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